O que para muitos pescadores experientes é um desafio de anos, para a pequena Isadora Weber, de apenas 11 anos, foi questão de estreia. Na primeira pescaria da vida, realizada no tradicional Rancho Parrudo, localizado próximo à ponte do distrito de Porto Vilma, a jovem protagonizou uma cena que ficará guardada na memória: ela fisgou um belíssimo e imponente exemplar de jaú, alcançando uma colocação top entre os grandes pescadores da região.
Mas, como toda grande história de pesca, a emoção veio junto com o medo. Entre a tensão da fisgada e a alegria da conquista, Isadora descreveu o misto de sentimentos que poucos adultos conseguem explicar com tanta sinceridade.
“Fiquei nervosa achando que ele ia escapar, com medo porque achei que ele ia me puxar pra dentro do rio, mas depois fiquei muito feliz quando tirei o peixe”, relatou a jovem, ainda com os olhos brilhando ao lembrar da “batalha” na água.
Para quem está acostumado a ver a adrenalina das grandes pescarias, o feito de Isadora ganha um contorno ainda mais especial. O Rancho Parrudo, gerido pelos empreendedores Isabel Quevedo Catharini (@Belcatharini) e Rony Nunes Dronov (@ronydronov), é conhecido nacionalmente justamente por abrigar peixes de grande porte — como pintados, dourados e piracanjubas — famosos pela força e resistência que proporcionam verdadeiras batalhas aos pescadores.
E foi justamente a experiência do guia que fez toda a diferença para que o sonho não virasse susto. Isadora fez questão de destacar o papel fundamental de Rony na empreitada.
“O Rony foi muito importante para a pesca, ter um guia é muito bom porque ele te mostra como fazer”, afirmou a menina, que já saiu do rancho não só com o troféu, mas com uma nova consciência. “E aprendi que a preservação, com o pesca e solte, é fundamental pro futuro.”
Em um paraíso para os pescadores como o Rio Dourados, onde a natureza oferece um cenário espetacular e os peixes reinam soberanos, ver uma criança de 11 anos entender e praticar a importância da preservação é, talvez, o maior prêmio de todos.
Para Isadora, o que era para ser apenas uma primeira experiência virou uma prova de superação, coragem e amor pelo esporte. A “mocinha”, como é chamada carinhosamente, entrou para as águas do Dourados como uma aprendiz e saiu como uma grande pescadora, provando que, às vezes, é preciso ter coração valente e mãos pequenas para segurar grandes histórias.