O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciaram a definição de suas estratégias de campanha para o segundo turno da eleição presidencial. O pleito está marcado para o dia 25 de outubro. Na primeira etapa de votação, Flávio Bolsonaro terminou na liderança com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% obtidos por Lula — uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos.
Ambas as candidaturas voltam suas atenções para os cerca de 30 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, volume considerado decisivo pelas equipes de campanha para alterar o cenário final do pleito.
Em reunião com auxiliares e aliados no início da semana, o presidente Lula cobrou um diagnóstico sobre a taxa de abstenção. "Hoje os chamados neutros estão menores, mas tem uma coisa que nós temos que trabalhar. São 30 milhões de pessoas que não foram votar", declarou o candidato à reeleição.
A estratégia do comitê petista prevê o aumento das agendas de rua, a intensificação da presença em emissoras de rádio e uma atuação mais forte nas redes sociais. Ausente dos debates na primeira etapa da campanha, Lula confirmou a intenção de participar dos encontros no segundo turno, sob o argumento de que o formato do embate direto favorece a discussão de propostas. O primeiro debate do segundo turno está previsto para este domingo (11), na Band, enquanto a TV Globo agendou seu encontro para o dia 23 de outubro.
A campanha de Flávio Bolsonaro tem priorizado a consolidação de alianças regionais e apoios de lideranças que disputaram o primeiro turno. O candidato do PL já recebeu o apoio do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), terceiro colocado na disputa presidencial, e negocia a adesão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
Na capital paulista, Flávio reuniu-se com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para alinhar ações no maior colégio eleitoral do país, que deve ser um dos primeiros destinos de suas agendas de rua. O senador também formalizou o apoio do ex-presidente Michel Temer.
Segundo o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), a prioridade é selar essas adesões e captar os votos do eleitorado abstêmio. A equipe do parlamentar confirmou o interesse em participar dos debates presenciais, mas ressalvou que ainda avaliará os convites formais emitidos pelas emissoras de televisão.