Dourados, MS – A comunidade acadêmica da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) foi às urnas nesta quarta-feira (26) e decidiu quem vai comandar a instituição nos próximos quatro anos. Em uma votação que carregou um forte peso simbólico, a Chapa 1 – Avança UFGD, encabeçada pelo professor Etienne Biasotto e pela professora Danielle Marques Vilela, saiu vitoriosa com 56,3% dos votos válidos.
A dupla venceu em todas as categorias: entre docentes (257 votos), técnicos (503 votos) e estudantes (2.297 votos). O resultado representa mais do que uma eleição; para muitos, é um capítulo na superação do período conturbado entre 2019 e 2022, quando a universidade sofreu uma intervenção federal após o Governo Federal ignorar o resultado da eleição anterior.
Naquela ocasião, Etienne Biasotto foi o mais votado, mas teve sua posse barrada, e a universidade passou a ser gerida por gestões pró-tempore. Agora, a vitória é vista pela comunidade como uma “reparação histórica”.
Etienne Biasotto é engenheiro eletricista, doutor pela USP e está na UFGD desde 2012. Atual pró-reitor de Graduação, ele já ocupou outros cargos de gestão, como pró-reitor de Avaliação e Planejamento, e também atuou na administração do Hospital Universitário. Sua trajetória na instituição vem de família: ele é filho do professor Wilson Valentin Biasotto, um dos fundadores do movimento que criou a UFGD.
Danielle Marques Vilela, eleita vice-reitora, é engenheira agrônoma, doutora em Ciência dos Alimentos e professora da casa há 15 anos. Atualmente, ela dirige a Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais.
Com o apoio do atual reitor, Jones Dari Goetter, a dupla defende um projeto de “continuidade com avanço”. Durante a campanha, eles colocaram como prioridades a defesa de uma universidade mais democrática, o reforço às políticas de inclusão, acessibilidade e permanência estudantil, o combate às violências dentro do campus e o fortalecimento do Hospital Universitário.
“Nosso projeto é de continuidade com avanço. É olhar para o que já foi feito com responsabilidade e construir uma UFGD ainda mais forte, democrática e inclusiva”, resumiu Etienne durante os debates.
A Chapa 3, formada por Marisa Lomba e Sidnei Azevedo, ficou em segundo lugar, com 29,2% dos votos. Já a Chapa 2, composta por Gicelma Chacarosqui e Arquimedes Gasparotto Junior — este que foi vice-reitor durante o período de intervenção na universidade — obteve 11,9% dos votos.