Teve início em Mato Grosso do Sul o período do vazio sanitário da soja, medida fitossanitária obrigatória em todo o estado que se estende até 15 de setembro de 2026. Durante esses três meses, produtores rurais não podem manter plantas vivas da oleaginosa em suas propriedades, inclusive as voluntárias (conhecidas como "guaxas"), que germinam espontaneamente após a colheita.
A restrição, regulamentada pela portaria nº 1.579/2026 da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, é a principal estratégia para o controle da ferrugem asiática. De acordo com a Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), a doença é provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, organismo biotrófico que depende de hospedeiros vivos para se alimentar e reproduzir.
A eliminação do vegetal na entressafra quebra o ciclo reprodutivo do patógeno, reduzindo a quantidade de esporos no ambiente e a incidência da anomalia no ciclo produtivo seguinte. O cumprimento da norma também visa diminuir o número de aplicações de fungicidas ao longo da safra, retardando o aparecimento de resistência do fungo aos defensivos químicos disponíveis no mercado.
Após o encerramento do vazio sanitário, o calendário oficial autoriza a semeadura da soja para o ciclo 2026/2027 a partir de 16 de setembro. O prazo final para o plantio no estado encerra-se em 31 de dezembro de 2026.